sábado, 31 de maio de 2008

JN nº4


Coimbra
Cidade da Saúde, Cidade do Desporto

O trabalho e a análise feitos com o Pelouro de Desporto da Câmara Municipal de Coimbra sobre a situação actual do Município, estiveram na origem, em 2006, de termos identificado a necessidade de desenvolver um processo de reflexão conjunto, com os técnicos da estrutura municipal e com os agentes desportivos e políticos do concelho, no sentido da construção de um Plano Estratégico de Desenvolvimento Desportivo para Coimbra.

Este, deverá converter-se num documento de actuação básico para conseguir o envolvimento dos agentes chave do desporto, assim como para guiar as suas actuações individuais e colectivas para a consecução de um modelo desportivo próprio.

Verificada uma escassa articulação do sistema desportivo, torna-se necessário identificar se esta se fica a dever a uma eventual falta de liderança e coordenação por parte das Instituições Públicas, se a mudanças substanciais nos hábitos desportivos, a respostas autónomas e não suficientemente coordenadas entre os agentes, ou, talvez, a todas estas.

Outra das nossas preocupações, prende-se com a forma de determinar a importância social e económica do desporto em Coimbra.

Pretendemos conseguir indicar de que maneira e em que escala o desporto é motor de geração de riqueza e emprego, como contribui para o aumento da coesão social e fomento das relações sociais (através dos clubes e associações do concelho), de que forma potencia a imagem de Coimbra enquanto concelho moderno e desenvolvido, mas também que oportunidades gera na educação através dos valores próprios do desporto, no acesso à prática desportiva como factor de promoção da saúde/qualidade de vida e assim, garantia de desenvolvimento pessoal no sentido da melhor cidadania.

Na prespectiva da criação de um documento claro, abrangente e durável, iniciámos no passado dia 9 de Maio, reuniões de trabalho e de auscultação de agentes desportivos, líderes de opinião nos seus sectores de actividade, distribuidos em quatro áreas (Desporto Infantil/Escolar/Formação;Desporto de Rendimento; Desporto de Alto Rendimento e Desporto de Participação), que deverão ser tratadas de forma especial, de maneira a serem finalmente integradas no documento que será levado a discussão pública, sugerindo a participação de todos os conimbricenses.

O documento base (estudo prévio) produzido para facilitar o surgimento de contributos, tem sido a base de trabalho dos técnicos municipais e, contém as linhas orientadoras entretanto seguídas, também na elaboração das propostas para o orçamento municipal deste ano.

Até ao final de 2008 Coimbra passará a dispor de um Plano Estratégico de Desenvolvimento, numa área da gestão autárquica crescentemente exigente e visível, que influencia decisivamente o bem estar de toda comunidade e de cada um dos cidadãos, o Desporto!

JN nº5


Tempo; Talento; Dinheiro.

Coimbra viveu, recentemente, momentos de grande euforia com a equipa de Basquetebol da sua (nossa) Académica.

As meias finais da Pro Liga frente ao Guimarães, levaram ao municipal Pavilhão Multidesportos excelente espectáculo, sobretudo no primeiro jogo em que batemos os vimaranenses e, muitos conimbricenses a apoiar os estudantes, com um entusiasmo há muito desaparecido da cidade, no que toca o Basquetebol da Académica.

Os anos dourados dos títulos de Campeões Nacionais vão longe: 1949, 1950, 1955, 1959 para os cavalheiros e, 1959, 1960, 1964, 1968, 1969, 1970, 1972, 1973, 1974, 1976, para as senhoras.

Há 17 anos que a Académica não acedia à divisão principal do Basquetebol português.

Este ano, já garantiu presença na prova primeira da Federação Portuguesa, tendo encontro(s) marcado(s) com Ovarense, Porto, Benfica, Guimarães e outros conhecidos de longa data.

O que fará, então, despertar Coimbra para, com entusiasmo, assumir a certeza de querer estar sempre presente com esta sua equipa nestes desafios?

Como estará Coimbra disposta a participar na construção de um projecto sólido que garanta a representação da Cidade e da Academia com dignidade e capacidade competitiva na divisão principal do Basquetebol nacional?

Temos o privilégio de ter condições excepcionais nesta equipa.

A Académica dispõe de um dos mais categorizados e qualificados treinadores nacionais de basquetebol, o Prof. Norberto Alves. Se choramos a sua ida para o Benfica (como já aconteceu), porque é que não lutamos para lhe garantir as condições para o melhor desempenho?!

Para atingir o sucesso desportivo, como o próprio Norberto Alves afirma, as equipas dependem de tempo, talento e dinheiro.

No caminho para a excelência desportiva a Académica vai necessitar de dinheiro para juntar mais talento ao talento que já tem.

Gustavo Pires, no seu livro “Agôn O jogo de Zeus”, alerta para a forma de lidar com “…o comercialismo que hoje envolve o mundo do desporto sem se deixar contaminar por ele.” Mas também afirma “O desporto é um efectivo transmissor de imagens, ideias, conceitos e valores. Desde a performance dos atletas e das vitórias das equipas nacionais(…) o desporto, (…) tem cada vez mais impacto nos sistemas nacionais de comunicação de massas.”

É aqui, a meu ver, que as grandes empresas estabelecidas em Coimbra, têm, simultaneamente, a obrigação de usar o Basquetebol como veículo transmissor dos seus valores e a oportunidade única para dizerem obrigado à cidade que tudo lhes dá.

O tempo é que escasseia. A Académica (garantido que está desportivamente esse direito) terá que decidir se avança (com os pés no chão) para esta “aventura” que é o campeonato nacional, até ao próximo dia 7 de Junho…

Notas:

  1. As Taças da Associação de Futebol de Coimbra ficaram na cidade. Parabéns ao Vigor (Futebol) e ao Santa Clara (Futsal), por esta dobradinha de Coimbra e por me terem permitido participar em ambas as festas.
  2. Parabéns à Universidade de Coimbra pelo Prémio Micheletti 2008, que distingue o melhor e mais inovador museu em ciência, técnica e indústria, atribuído ao Museu da Ciência da UC.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

sábado, 12 de abril de 2008

1 ano de mandato

O convívio

O anúncio das 50 novas filiações

A Juventude

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Coimbra, cidade do Futuro

Coimbra é hoje uma cidade definitivamente num patamar de desenvolvimento e qualidade superiores.

Os equipamentos e serviços de que a cidade hoje dispõe conferem-lhe, desde logo, a garantia de figurar entre as primeiras em Portugal, no que toca a qualidade de vida.

Estudo promovido e divulgado pela DECO em meados de 2007, colocava Coimbra no topo da tabela (7º lugar) à frente de capitais de distrito como Lisboa, Porto, Setúbal, Leiria, Santarém, Faro, para referir só algumas das mais relevantes.

Mais importante foi a "classificação" atingida em áreas chave como a Saúde (7,5), Meio Ambiente (6,2), Comércio e Serviços (7,7), Educação (7,2) e Cultura, Lazer e Desporto (6,0 /com 6,5 no parcial Equipamentos Desportivos), numa escala de 1 a 10.

Há bem pouco tempo o semanário Sol indicava Coimbra como uma das cidades mais felizes do país.

O que falta então fazer? Qual cidade podemos ainda sonhar e perspectivar?

A fórmula para o futuro a construir, tem sido estudada e debatida de maneira a que se possam descrever em traços essenciais, em planos estratégicos de desenvolvimento, as orientações, as opções políticas, definidoras do futuro do concelho e sua influência na região.

O segredo estará em definir, com acerto, os factores de desenvolvimento estratégico capazes de garantir sustentabilidade a Coimbra, em níveis elevados de qualidade de vida.

A aposta na fixação de indústria de base tecnológica com origem preferencial na área da Saúde, contrariando a "Coimbra (exclusivamente) dos serviços" tantas vezes apregoada e assumida num passado mais ou menos recente, parece promover uma vertente importante na promoção do emprego especializado, suportado em formação e investigação feitas na cidade.

Para que tal seja possível, procede-se, no presente, a investimento ímpar em parque industrial de inovação (iParque) capaz de receber projectos de dimensão a desenvolver em Coimbra.

No entanto, a aposta em condições que confiram peso e estrutura ao sector do Turismo, fazendo com que a sedução que Coimbra possa exercer ultrapasse a visita à Universidade, a Santa Clara ou a Santa Cruz, parecem-me de considerar.

Um centro de congressos capaz de acolher as organizações científicas que os profissionais de Coimbra (académicos, membros de direcções de Ordens profissionais, etc) tanto gostariam, certamente, de não ter que promover noutros locais (que oferecem condições de realização, tendo em conta alojamento, número e dimensão de salas, área expositiva, etc), é elemento fundamental para o futuro da cidade e a sua necessidade está por demais identificada.

Equipamentos na área do desporto, como campos de golfe (o Algarve garantiu Turismo e evitou sazonalidade, desta forma), centros destinados a acolher estágios desportivos, redes de eco pistas, parques aventura e radicais, desde que diferenciadores, podem constituir mais um factor de atracção, a par dos eventos desportivos de qualidade (nacionais e internacionais) que se possam promover, que chamam sempre adeptos, e garantem estadias de atletas e comitivas de dirigentes e técnicos.

Também iniciativas diferenciadoras, que contemplem o meio ambiente, o rio Mondego e as suas margens, como poderá vir a ser o "Mondegário", fluviário do rio Mondego, estrutura museu vivo do maior rio nacional e que apresenta maior biodiversidade, será motivo de visita e de promoção do Turismo, atraindo, com o seu carácter nacional, milhares de portugueses todos anos.

Será pois o Turismo, Cultural, Científico, Desportivo, de Natureza ou Ambiental, o grande desafio a constituir-se como "o" factor de desenvolvimento estratégico de que grande parte do futuro de Coimbra poderá um dia depender.

Luís Providência escreve no JN, quinzenalmente, à quarta-feira luis.providencia@gmail.com

sábado, 12 de janeiro de 2008

JANTAR DE ANO NOVO

sábado, 8 de dezembro de 2007

PLÁSTICO



CDS quer que Governo promova redução e reutilização de sacos

O CDS apresentou hoje um projecto que recomenda ao Governo a promoção de campanhas de sensibilização para promover a redução e reutilização dos sacos de compras, manifestando-se contra a taxação desses sacos.

Num projecto de resolução entregue hoje na Assembleia da República, o CDS recomenda ainda ao Governo que crie um plano de incentivos para a colocação nos estabelecimentos comerciais de sacos reutilizáveis, produzidos com materiais recicláveis.

«Considera o CDS-PP que não é através da forma precipitada como o Governo propôs a taxação abusiva da utilização desses sacos que se consegue minorar este problema», refere o projecto dos democratas-cristãos.

Esta proposta surge depois de o Governo ter afastado a possibilidade de cobrar ao consumidor uma taxa de cinco cêntimos por cada saco de plástico utilizado nos supermercados, como explicou quarta-feira o secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa.

No projecto, o CDS lembra que em Portugal são utilizadas anualmente 2.000 toneladas de sacos de plástico descartáveis, sendo que um saco de plástico pode demorar até 500 anos a decompor-se na natureza.

«É possível reduzir o número de sacos de plástico utilizados e deve ser promovida a sua reutilização», defende.

Diário Digital / Lusa

07-12-2007 17:16:00